O filme de inteligência artificial de Doug Liman, intitulado “Bitcoin: Killing Satoshi”, gerou uma onda de reações em Hollywood, incluindo indignação, medo e ceticismo. A indústria cinematográfica vive um momento de apreensão com a IA, que representa uma potencial crise existencial em meio a demissões em massa e fusões de estúdios.
O que você precisa saber
- O filme utiliza IA para gerar cenários e fundos, com atores como Casey Affleck, Gal Gadot e Pete Davidson.
- A produção argumenta que a IA permite a criação de projetos que não seriam viáveis financeiramente com métodos tradicionais.
- Apesar das preocupações com empregos, a equipe de “Killing Satoshi” foi paga integralmente, e a IA exigiu especialistas para sua direção.
IA como ferramenta e ameaça
A produção do filme, orçada inicialmente em US$ 300 milhões, foi viabilizada pela IA, segundo o produtor Ryan Kavanaugh. Ele defende que a tecnologia não elimina empregos, mas sim otimiza o tempo de produção, permitindo a realização de filmes originais que antes eram impossíveis. A IA, segundo Kavanaugh, é uma ferramenta que pode democratizar a produção cinematográfica.
O debate sobre o futuro do cinema
Existem duas visões sobre o papel da IA em Hollywood: uma a vê como uma assistente para tarefas repetitivas, como pré-visualização e correção de cor, e outra que a enxerga como substituta de atores, cenas e diálogos. O filme de Liman se posiciona em um meio-termo, com performances e figurinos reais, mas com cenários e iluminação gerados por IA.
Apesar das críticas e receios sobre a perda de empregos, especialmente para trabalhadores braçais, a produção de “Killing Satoshi” empregou uma equipe considerável, incluindo designers de produção, equipes de iluminação e transporte. A alegação de que o filme custaria US$ 300 milhões com métodos tradicionais foi questionada, mas os produtores afirmam que a IA reduziu o tempo e os custos logísticos.


Fonte: TheWrap