O Festival de Cannes 2026 apresentou sua seleção oficial, destacando um forte foco em cineastas de arte e menos em estrelas de Hollywood. A lista inclui nomes como Pedro Almodóvar, Asghar Farhadi, Ira Sachs, Hirokazu Kore-eda, Marie Kreutzer, László Nemes, Volker Schlöndorff, Jane Schoenbrun, Cristian Mungiu, Lukas Dhont, Paweł Pawlikowski e Ryûsuke Hamaguchi.
Apesar da ausência de grandes produções de estúdios de Hollywood, o festival contará com a presença de atrizes como Léa Seydoux e Catherine Deneuve, que apresentarão dois filmes cada. Outros nomes de destaque no elenco de filmes selecionados incluem Rami Malek, Renate Reinsve, Sebastian Stan, Isabelle Huppert, Sandra Hüller e Javier Bardem.
Ira Sachs é o único diretor americano na competição principal. A seleção também ressalta a participação feminina, com cinco dos 21 filmes da competição dirigidos por mulheres.
O que você precisa saber
- O Festival de Cannes 2026 prioriza cineastas de arte em detrimento de grandes produções de Hollywood.
- Nomes como Pedro Almodóvar, Asghar Farhadi e Hirokazu Kore-eda estão entre os selecionados.
- A participação feminina na competição principal é de cerca de 25%, com cinco diretoras.
Seleção oficial e ausências notáveis
O diretor artístico Thierry Frémaux e a presidente Iris Knobloch apresentaram a seleção, que ainda pode receber novos títulos. Cineastas como Joel Cohen, Takashi Miike, Lars von Trier, Radu Jude, Werner Herzog e James Gray, cujo filme contaria com Scarlett Johansson, Adam Driver e Miles Teller, não foram incluídos nesta fase.
Abertura e homenagens
O festival abrirá com Pierre Salvadori‘s La Vénus électrique, estrelado pela atriz Eye Haïdara. John Travolta também terá sua estreia como diretor com Propeller One-Way Night Coach na seleção Cannes Premiere.
Park Chan-wook, diretor de Oldboy, será o presidente do júri. Peter Jackson, diretor de O Senhor dos Anéis, e a atriz e cantora Barbra Streisand receberão uma Palma de Ouro honorária.
Contexto e valores do festival
Iris Knobloch destacou a importância do festival em tempos de incerteza global, ressaltando que Cannes nasceu em 1939 em um período similar. Ela enfatizou a necessidade de um espaço para a liberdade de expressão e a capacidade de sonhar.
Em relação à inteligência artificial, Knobloch afirmou a defesa da liberdade de criação humana, mas recusou a ideia de que a IA dite leis para o cinema. Ela ressaltou que um filme é uma visão pessoal e não apenas um conjunto de dados, concluindo que a IA pode imitar, mas não sentir.