Fatherland recebe ovação em Cannes com atuação de Sandra Hüller

O novo longa de Pawel Pawlikowski, estrelado por Sandra Hüller e Hanns Zischler, explora traumas históricos em uma jornada pelo pós-guerra.

O Festival de Cinema de Cannes foi palco de uma recepção calorosa na última quinta-feira para o filme Fatherland, a mais recente obra do aclamado cineasta Pawel Pawlikowski. Conhecido por dirigir produções premiadas como Ida e Cold War, Pawlikowski viu seu novo projeto, que integra a competição oficial, ser celebrado com uma ovação de quatro minutos e meio dentro do prestigiado Grand Lumiére Theatre.

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Sandra Hüller Soaks Up 5-Minute Standing Ovation for ‘Fatherland’ as Oscar Race Starts Early in Cannes
Sandra Hüller Soaks Up 5-Minute Standing Ovation for ‘Fatherland’ as Oscar Race Starts Early in Cannes

Visivelmente emocionado com a recepção do público, o diretor agradeceu aos presentes, brincando sobre a sinceridade dos aplausos. Pawlikowski destacou o esforço coletivo da equipe, que enfrentou condições de trabalho desafiadoras para concretizar o longa. “Chegamos a Versalhes, este belo templo do cinema, e todas as nossas dificuldades e problemas foram esquecidos”, afirmou o cineasta, que também expressou satisfação pessoal ao assistir ao resultado final de seu trabalho, elogiando a fotografia e o desempenho de seu elenco.

O tapete vermelho contou com a presença de Pawlikowski acompanhado por sua estrela principal, Sandra Hüller, que chamou a atenção com um elegante adereço de penas, além dos atores Hanns Zischler e August Diehl, e os membros do elenco de apoio Devid Striesow e Anna Madeley. Hüller, que se tornou uma figura central no festival nos últimos anos, foi recebida com entusiasmo pelos espectadores antes mesmo da exibição começar.

A trama de Fatherland, um drama de época filmado em preto e branco, mergulha na complexa relação entre o escritor Thomas Mann, interpretado por Hanns Zischler, e sua filha Erika, vivida por Sandra Hüller. A narrativa acompanha o retorno da dupla à Alemanha após o período de guerra e o exílio voluntário. Durante a viagem, que percorre tanto a Alemanha Ocidental quanto a Oriental, o escritor é celebrado por governos de diferentes ideologias, enquanto a jornada se transforma em um profundo acerto de contas pessoal entre pai e filha em sua terra natal.

Este projeto marca o retorno de Pawlikowski ao festival após a exibição de Cold War em 2018, filme que lhe rendeu o prêmio de melhor direção em Cannes e uma indicação ao Oscar na mesma categoria. A colaboração técnica também reforça laços antigos, com o cineasta reunindo-se novamente com o diretor de fotografia Lukasz Zal, responsável pela estética visual de Ida e Cold War. O roteiro foi coescrito por Pawlikowski em parceria com o diretor alemão Hendrik Handloegten.

Para Sandra Hüller, o momento em Cannes consolida uma trajetória ascendente de sucesso internacional. A atriz, que ganhou destaque global com suas atuações em Anatomia de uma Queda e Zona de Interesse, vive um ano notável. Além de Fatherland, Hüller foi premiada na Berlinale deste ano por seu papel no drama Rose, de Markus Schleinzer, e participou da superprodução de ficção científica Project Hail Mary, ao lado de Ryan Gosling. O futuro da atriz em Hollywood também está garantido, com um papel confirmado no próximo longa de Alejandro G. Iñárritu, intitulado Digger, onde contracenará com Tom Cruise. Como parte de sua agenda no festival, Hüller participará de uma gravação ao vivo do podcast Awards Chatter, do The Hollywood Reporter, nesta sexta-feira.

Fontes: THR Variety