Everybody Loves Raymond: A versão sofisticada de sitcoms clássicas

Descubra como Everybody Loves Raymond se tornou uma versão sofisticada das sitcoms familiares clássicas, focando em humor adulto e realismo.

Everybody Loves Raymond sempre se destacou de outras sitcoms, e isso foi intencional, segundo o showrunner Phil Rosenthal. A série da CBS, exibida por nove temporadas entre 1996 e 2005, demonstrava a cada ano o que a diferenciava das demais produções televisivas.

Rosenthal queria uma sitcom adulta, não infantil

À primeira vista, Everybody Loves Raymond é uma sitcom familiar típica, acompanhando a família Barone. No entanto, o criador Phil Rosenthal tinha uma visão clara: a série seria voltada para adultos, sobre adultos que têm filhos, e não o contrário. Ele não queria que a série se assemelhasse a produções como Full House.

Rosenthal explicou que a abertura da série foi intencionalmente criada para mostrar essa diferença. A música tema é inspirada em Manhattan, de Woody Allen, que ele descreve como “sofisticada”. A tipografia usada na abertura é do The New Yorker. Segundo ele, a intenção era criar “a versão mais sofisticada da sitcom familiar suburbana”.

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Ray Romano buscou humor adulto e realista

Ray Romano e Phil Rosenthal compartilhavam a mesma opinião sobre Everybody Loves Raymond, considerando-a uma série diferente de tudo o que estava no ar. Romano descreveu a série como “baseada em alguma realidade neurótica”, levantando a questão se o público se conectaria com essa abordagem.

Romano se comprometeu desde o início a não fazer de Everybody Loves Raymond uma série focada em crianças. Assim como Rosenthal, ele via a série como um retrato de adultos que, coincidentemente, tinham filhos. Para Romano, a série buscava algo mais real do que a maioria das sitcoms da época apresentava.

Everybody Loves Raymond se destaca como uma sitcom única e sofisticada

Rosenthal e Romano estavam certos. Everybody Loves Raymond é uma sitcom única e sofisticada, e décadas depois, a série ainda se mantém relevante. As tramas são honestas e realistas, e os problemas nem sempre são resolvidos com clichês. Às vezes, um personagem sai irritado e não há uma resolução imediata.

Ray e Debra (Patricia Heaton) discutem, mas é possível entender o ponto de vista de ambos. A série evita momentos excessivamente sentimentais, refletindo a complexidade da vida real. Conflitos com pais, parceiros ou irmãos acontecem, e a continuidade da relação, com atenção e presença, muitas vezes serve como um pedido de desculpas mais significativo do que palavras.

Fonte: ScreenRant

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