Every Year After: ranking de todos os casais da série do Prime Video

A série Every Year After , disponível no Prime Video , apresenta uma narrativa centrada na complexa história de amor entre Sam e Percy . Baseada na obra.

A série Every Year After, disponível no Prime Video, apresenta uma narrativa centrada na complexa história de amor entre Sam e Percy. Baseada na obra literária de Carley Fortune, a produção explora temas como primeiros amores e segundas chances, tendo como cenário a pitoresca Barry’s Bay. Embora o foco principal recaia sobre o casal protagonista, que se apaixonou na juventude e permaneceu uma década sem se ver, a trama introduz diversas outras dinâmicas românticas ao longo de seus oito episódios. Analisar essas relações permite compreender melhor a construção dos personagens e a profundidade emocional que a obra tenta alcançar, muitas vezes superando o arco central em termos de interesse e desenvolvimento.

Para esta análise, consideramos os oito pares românticos mais significativos da temporada. Algumas uniões, como a de Whit e Delilah, foram descartadas por não apresentarem tempo de tela suficiente ou justificativa narrativa para o relacionamento. O mesmo critério foi aplicado a personagens secundários que não possuem peso na trama. O ranking a seguir avalia os casais com base em sua química, desenvolvimento individual, coerência narrativa e o impacto que exercem na jornada emocional da série, que se destaca no catálogo de produções originais do Prime Video.

Chantal e Drew: a dinâmica mais problemática da série

O casal formado por Chantal e Drew ocupa a última posição, sendo a única relação que gera frustração genuína no espectador. Chantal é apresentada como uma personagem complexa, porém falha, enquanto seu noivo, Drew, é retratado como um homem imaturo e desatento. Desde o primeiro episódio, a série estabelece que Drew depende excessivamente de Chantal para tarefas básicas, como organizar a casa ou pedir comida, forçando-a a assumir um papel de cuidadora que ela claramente não deseja.

A tensão atinge o ápice quando Drew chega doente a Barry’s Bay, esperando que Chantal abdique de seu tempo e descanso para atendê-lo, sem qualquer consideração pela carga de trabalho dela. Embora haja um momento de redenção quando ele não reage com fúria diante de uma quase traição, o saldo final é negativo. Chantal merece um parceiro que não exija todo o seu esforço mental e físico, tornando este relacionamento um exemplo claro de desequilíbrio e falta de respeito mútuo.

Percy e Mason: uma relação marcada pela conveniência

Percy e Mason na taverna em Every Year After
Percy e Mason na taverna em Every Year After.

Na sétima posição, encontramos Percy e Mason. Inicialmente, o casal parece promissor, mas logo fica evidente que Percy não está emocionalmente investida na relação. Ela utiliza Mason como um acessório para provocar ciúmes em Sam durante uma festa de Ano Novo, demonstrando uma falta de consideração que impede qualquer conexão real. A falta de conhecimento mútuo entre eles é gritante, evidenciando que o namoro é superficial.

A situação piora quando Sam expõe a ignorância de Mason sobre os gostos de Percy, como seu amor por filmes de terror ou sua escrita de ficção. O fato de Percy não ter compartilhado aspectos fundamentais de sua personalidade com o namorado reforça que a relação nunca teve bases sólidas. O desfecho, onde Percy continua a usar Mason em uma segunda tentativa de relacionamento, apenas confirma que ele não merecia ser tratado como um peão em seus jogos emocionais.

Jordie e Delilah: a força da amizade sobre o romance

Jordie e Delilah ocupam o sexto lugar. Nos flashbacks, o interesse de Jordie por Delilah é evidente, enquanto ela mantém uma distância emocional, com exceção de um beijo pontual em uma festa. O ponto positivo desta relação é a transição natural para uma amizade sólida e genuína. Jordie evita o clichê do “cara legal” que se torna agressivo ao ser rejeitado, mantendo um respeito platônico por Delilah.

Apesar de a série tentar, nos episódios atuais, sugerir que sentimentos românticos ainda persistem entre eles, a tentativa não convence. A química entre os dois brilha intensamente quando estão apenas como amigos, o que torna a insistência em um romance forçado algo desnecessário. Eles funcionam muito melhor como confidentes, provando que nem toda conexão precisa ser romântica para ser valiosa e importante para o desenvolvimento dos personagens.

Sam e Taylor: a perfeição que se torna esquecível

Taylor e Sam de mãos dadas durante jantar em Every Year After
Taylor e Sam de mãos dadas durante jantar em Every Year After.

O quinto lugar vai para Sam e Taylor. No papel, eles parecem o casal ideal: ambos são médicos, compartilham trajetórias de vida semelhantes e compreendem as pressões da profissão. No entanto, Taylor é escrita de forma tão unidimensional e perfeita que se torna irritante. Ela não demonstra emoções negativas, como raiva ou ciúme, e assume responsabilidades desproporcionais, como o planejamento de um funeral e a escrita de um obituário, sem qualquer conflito interno.

A falta de falhas em Taylor a torna uma parceira incompatível para Sam, que é um personagem extremamente falho. A ausência de química entre os atores torna a relação ainda menos crível. O fato de a personagem ser tão esquecível que o espectador mal nota sua ausência após o término com Sam é o maior indicativo de que a construção deste casal falhou em criar qualquer conexão emocional duradoura ou interessante para a trama.

Percy e Sam: o declínio de um amor juvenil

Percy e Sam, o casal central, ficam em quarto lugar. Embora a versão jovem dos personagens possua uma química inocente e cativante, o apelo do casal diminui drasticamente à medida que a série avança. As constantes separações, a incapacidade de comunicação e as traições recorrentes tornam difícil torcer por eles. Sam, em particular, revela-se um personagem problemático, tratando Percy como um objeto que pode ser descartado e retomado conforme sua conveniência.

No presente, a hostilidade de Sam em relação a Percy, mesmo antes de saber de suas traições, demonstra uma imaturidade preocupante. Quando a verdade finalmente vem à tona, a reação de Sam é agressiva e desprovida de qualquer autocrítica. Embora Percy também tenha seus erros, ela demonstra uma autoconsciência que falta a Sam. A falta de química entre as versões adultas dos personagens sela o destino deste casal, que acaba ocupando um lugar mediano na lista.

Delilah e Charlie: uma bagunça envolvente

Na terceira posição, Delilah e Charlie se destacam por serem uma “bagunça” extremamente divertida. Ambos são personagens complexos e, juntos, possuem uma química palpável. A atração de Delilah por Charlie, que remonta à sua adolescência, faz sentido dentro da narrativa. Diferente de outros casos de traição na série, a relação deles ocorre em uma zona cinzenta, já que Delilah está separada de seu marido, Whit.

Charlie é um mulherengo assumido, o que o torna mais honesto e, consequentemente, mais interessante do que outros personagens que escondem suas intenções. O relacionamento deles, focado em encontros casuais, é intenso e visualmente atraente. Embora não pareçam destinados a um compromisso de longo prazo, a dinâmica entre os dois é um dos pontos altos da temporada, mantendo o espectador engajado em cada interação, mesmo que a série ainda não tenha confirmado uma segunda temporada, como ocorre em outras produções que buscam expandir seus universos narrativos.

Charlie e Percy: a conexão entre dois quebrados

O segundo lugar é de Charlie e Percy. A série parece ter tentado desviar do triângulo amoroso clássico, mas acabou criando um par com muito mais química do que o casal principal. Enquanto as versões adultas de Sam e Percy falham em convencer, Charlie e Percy demonstram uma conexão natural e intensa. Ambos são personagens profundamente marcados por suas falhas e não tentam esconder quem são.

Percy utiliza o sexo como distração para sua dor e vergonha, enquanto Charlie se dedica ao trabalho para evitar conexões profundas. Essa honestidade sobre suas próprias vulnerabilidades torna o relacionamento mais fácil de apoiar. Eles não fingem ser perfeitos, o que cria uma dinâmica mais autêntica e menos forçada. Mesmo que o futuro de Charlie pareça seguir por outro caminho caso a série retorne, a química demonstrada nesta temporada é inegável e superior à do casal protagonista.

Jordie e Chantal: o equilíbrio perfeito

O primeiro lugar do ranking vai para Jordie e Chantal. Este casal reúne todos os elementos necessários para uma relação bem-sucedida: química, compatibilidade de personalidades e um roteiro que valoriza o crescimento de ambos. Embora Chantal seja rígida e ambiciosa e Jordie seja mais descontraído, seus valores fundamentais estão alinhados. Eles são inteligentes, atenciosos e, acima de tudo, parceiros que se apoiam sem a necessidade de jogos emocionais.

Jordie antecipa as necessidades de Chantal sem que ela precise pedir, oferecendo um suporte que ela nunca encontrou em Drew. A relação deles funciona como uma amizade profunda que evolui para o romance, permitindo que ambos mantenham suas identidades individuais enquanto crescem juntos. Se a série seguir o caminho de explorar novas histórias, o potencial de Jordie e Chantal é, sem dúvida, o mais empolgante para o público, consolidando-os como o melhor casal de Every Year After, uma produção que, assim como outras franquias do Prime Video, demonstra o poder de desenvolver personagens secundários com profundidade.

O impacto das adaptações literárias no Prime Video

A atriz Aurora Perrineau.
A atriz Aurora Perrineau.

A transição de Every Summer After para as telas do Prime Video segue uma tendência consolidada de adaptações literárias que buscam capturar o público jovem adulto através de narrativas nostálgicas. O sucesso de produções similares na plataforma demonstra que o espectador brasileiro tem um apetite crescente por dramas que misturam o amadurecimento com o peso das escolhas passadas. A escolha de Barry’s Bay como cenário não é apenas estética; ela funciona como um personagem à parte, evocando memórias que moldam a psique dos protagonistas e justificam suas hesitações amorosas atuais.

Análise de mercado e recepção

Diferente de grandes produções de fantasia ou ficção científica, Every Year After aposta na intimidade e no realismo emocional. O impacto dessa abordagem para a franquia é a criação de um nicho fiel que valoriza o desenvolvimento de personagens secundários, muitas vezes mais complexos do que os arquétipos românticos tradicionais. A série desafia o público a questionar se o “primeiro amor” deve ser, de fato, o “amor definitivo”, um debate que ressoa fortemente com a audiência que consome conteúdos de streaming focados em relacionamentos contemporâneos.

Disponibilidade e acesso no Brasil

Para os assinantes brasileiros, a série está disponível integralmente no catálogo do Prime Video. A plataforma tem investido pesado na localização de seus conteúdos originais, garantindo que o público local tenha acesso simultâneo às estreias globais. A ausência de uma confirmação oficial para uma segunda temporada mantém os fãs em um estado de especulação, mas a recepção positiva da crítica especializada sugere que o universo criado por Carley Fortune ainda possui material suficiente para futuras explorações narrativas, caso o serviço de streaming decida renovar o compromisso com a franquia.

Fonte: ScreenRant

Este conteúdo foi produzido pela Redação Máquina Nerd com apoio de inteligência artificial e passa por curadoria editorial.