ER: Cirurgião aponta ‘cringe’ em detalhe de personagem de George Clooney

Cirurgião David Shapiro critica representação de médicos em ER, série de George Clooney, apontando estereótipos e falta de realismo em personagens.

A série médica clássica de George Clooney, ER, foi apontada como um drama médico pouco realista por um cirurgião da vida real. A crítica foca em um detalhe específico de um personagem.

O que você precisa saber

  • Um cirurgião real criticou a representação de médicos emER.
  • O foco da crítica é um personagem específico e sua conduta.
  • A série é comparada a outras produções médicas em termos de realismo.

A crítica ao personagem de Eriq La Salle

Um dos primeiros papéis de destaque de George Clooney foi como Doug Ross, um pediatra no fictício Cook County General Hospital. Ele contracenou com Noah Wyle, que interpretou John Carter, outro médico na mesma instituição. Recentemente, Wyle retomou sua fama como médico de TV em The Pitt, e essa nova série colocou os médicos de TV sob escrutínio.

Em entrevista, o Dr. David Shapiro comentou sobre os praticantes médicos fictícios que o impactaram ao entrar no campo da medicina. Ele admitiu ter assistido a ER com um certo “cringe”, apesar de reconhecer que a série abordou alguns aspectos modernos.

Estereótipos de cirurgiões na TV

O aspecto moderno que Shapiro notou foi a escalação de Eriq La Salle como Peter Benton, um cirurgião negro em ER que foi um personagem proeminente nas primeiras oito temporadas. Shapiro afirmou que La Salle fez um ótimo trabalho e foi um mentor, mas que a representação também alimentou estereótipos sobre cirurgiões.

Ele se referiu à ideia de que cirurgiões são “irreverentes” ou rudes com seus pacientes. Shapiro mencionou também Hawkeye Pierce de MASH, Ben Casey e Trapper John como exemplos de personagens que se encaixavam nesse estereótipo de cirurgião desagradável, uma conduta que, segundo ele, não é mais aceitável.

Representações médicas em outras séries

Shapiro admitiu não ter assistido a Grey’s Anatomy ou St. Elsewhere, mas considerou The Resident e The Good Doctor “ok” como dramas diurnos. Scrubs, por outro lado, não mostrou muitos momentos médicos reais, pois a comédia se concentrava mais na vida pessoal dos médicos do que em seus relacionamentos com os pacientes.

Por fim, ele elogiou o filme Doutor Estranho como uma “boa descrição do que um cirurgião poderia ser”, mas ressaltou que o personagem também representa o oposto do que muitos médicos são hoje, distanciando-se do modelo antigo de arrogância egocêntrica.

A importância da representação realista

Shapiro expressou o desejo de que as pessoas gostem de cirurgiões e que os pacientes não os temam. Ele destacou que o público pode ser influenciado pelo que vê na televisão, levando alguns a assumir que todos os cirurgiões são arrogantes como os retratados na tela, o que não reflete a realidade de muitos profissionais.

Enquanto os espectadores assistem ao drama médico de George Clooney, ER, e a séries modernas como The Pitt, é importante lembrar que os personagens e procedimentos mostrados são criações de Hollywood, e não necessariamente uma representação fiel da vida real.

Fonte: ScreenRant