Edgar Wright, um dos nomes mais criativos do cinema contemporâneo, é conhecido por seu estilo visual único em obras como Shaun of the Dead e Baby Driver. Ao participar da prestigiada lista de melhores filmes de todos os tempos do British Film Institute, o diretor revelou dez produções que exerceram influência direta em sua trajetória artística e paixão pela sétima arte.






Madame de… (1953)
Este drama de época dirigido por Max Ophüls é descrito por Wright como uma obra “de tirar o fôlego”. O filme acompanha uma socialite francesa que precisa vender seus brincos, desencadeando uma trama complexa de romance e tragédia. A precisão técnica e a elegância visual da obra serviram como inspiração para o rigor estético do diretor.

Raising Arizona (1987)
Dirigido pelos irmãos Coen, este longa é um exemplo de farsa bem executada. A história de um casal que sequestra um bebê para realizar o sonho de ter uma família é marcada por um tom cartunesco e atuações memoráveis, como a de Nicolas Cage. Wright admira a precisão com que os diretores equilibram o humor e a narrativa.

Mad Max: Fury Road (2015)
O filme mais recente da lista, dirigido por George Miller, é um triunfo do cinema de ação. Com foco em efeitos práticos e uma narrativa visualmente conduzida, o longa prova que o cinema é, antes de tudo, uma experiência visual. A abordagem de Miller ressoa com o interesse de Wright em sequências de ação dinâmicas.
An American Werewolf in London (1981)
Este clássico de John Landis revolucionou o gênero de terror com seus efeitos práticos inovadores. Wright destaca como o filme consegue transitar entre o terror visceral e um humor autêntico, criando uma experiência única que influenciou gerações de cineastas interessados em subverter expectativas de gênero.

Don’t Look Now (1973)
Dirigido por Nicolas Roeg, este filme explora o luto através de uma lente de suspense psicológico. A tensão crescente e a estrutura narrativa complexa oferecem lições valiosas sobre como construir atmosfera e emoção, elementos que qualquer diretor de cinema busca aprimorar em seus projetos.

Taxi Driver (1976)
A obra-prima de Martin Scorsese captura a decadência urbana com uma intensidade inigualável. A performance de Robert De Niro como um motorista solitário que desce à loucura é um estudo de personagem que, embora distinto do estilo lúdico de Wright, serve como uma lição fundamental sobre comprometimento com a visão artística.

The Good, the Bad and the Ugly (1966)
O faroeste de Sergio Leone é um exemplo perfeito de como unir entretenimento e arte. A trilha sonora, a montagem e o uso da câmera influenciaram diretamente o estilo de edição de Wright em filmes como Baby Driver. É, sem dúvida, um dos maiores marcos da história do cinema.

Psycho (1960)
O clássico de Alfred Hitchcock continua a desafiar convenções mesmo décadas após seu lançamento. A habilidade do diretor em alternar entre o sutil e o chocante, aliada à sua técnica de câmera, estabeleceu as bases para o suspense moderno. Wright reconhece a importância de Hitchcock na definição do que torna um filme inesquecível.

2001: A Space Odyssey (1968)
A obra de Stanley Kubrick é um marco da ficção científica que explora a evolução humana com uma ambição sem precedentes. Wright admira a coragem do filme em ser estranho e filosófico, provando que o cinema pode ser um veículo para ideias complexas e visuais transformadores.

Singin’ in the Rain (1951)
Encerrando a lista, este musical é considerado por muitos como o filme perfeito. Ao retratar a transição do cinema mudo para o falado, a obra celebra a magia da produção cinematográfica. Para Edgar Wright, o filme é a essência do entretenimento, servindo como uma fonte inesgotável de inspiração para qualquer artista.
Fonte: ScreenRant