Edgar Wright revela seus 10 filmes favoritos de todos os tempos

O cineasta britânico Edgar Wright compartilha uma lista eclética de obras que moldaram sua visão artística, abrangendo clássicos do suspense, faroeste e musicais.

Edgar Wright, um dos nomes mais criativos do cinema contemporâneo, é conhecido por seu estilo visual único em obras como Shaun of the Dead e Baby Driver. Ao participar da prestigiada lista de melhores filmes de todos os tempos do British Film Institute, o diretor revelou dez produções que exerceram influência direta em sua trajetória artística e paixão pela sétima arte.

the earrings of madame de
raising arizona
an american werewolf in london
don t look now
the main character of taxi driver
clint eastwood as the man with no name in the good the bad and the ugly

Madame de… (1953)

Este drama de época dirigido por Max Ophüls é descrito por Wright como uma obra “de tirar o fôlego”. O filme acompanha uma socialite francesa que precisa vender seus brincos, desencadeando uma trama complexa de romance e tragédia. A precisão técnica e a elegância visual da obra serviram como inspiração para o rigor estético do diretor.

Cena de Madame de... com foco na opulência visual.
O drama de época Madame de… destaca-se pela sua sofisticação visual.

Raising Arizona (1987)

Dirigido pelos irmãos Coen, este longa é um exemplo de farsa bem executada. A história de um casal que sequestra um bebê para realizar o sonho de ter uma família é marcada por um tom cartunesco e atuações memoráveis, como a de Nicolas Cage. Wright admira a precisão com que os diretores equilibram o humor e a narrativa.

Nicolas Cage em cena de Raising Arizona.
Raising Arizona é uma das comédias mais inventivas dos irmãos Coen.

Mad Max: Fury Road (2015)

O filme mais recente da lista, dirigido por George Miller, é um triunfo do cinema de ação. Com foco em efeitos práticos e uma narrativa visualmente conduzida, o longa prova que o cinema é, antes de tudo, uma experiência visual. A abordagem de Miller ressoa com o interesse de Wright em sequências de ação dinâmicas.

An American Werewolf in London (1981)

Este clássico de John Landis revolucionou o gênero de terror com seus efeitos práticos inovadores. Wright destaca como o filme consegue transitar entre o terror visceral e um humor autêntico, criando uma experiência única que influenciou gerações de cineastas interessados em subverter expectativas de gênero.

Transformação icônica em An American Werewolf in London.
O terror de John Landis é um marco pelos seus efeitos práticos.

Don’t Look Now (1973)

Dirigido por Nicolas Roeg, este filme explora o luto através de uma lente de suspense psicológico. A tensão crescente e a estrutura narrativa complexa oferecem lições valiosas sobre como construir atmosfera e emoção, elementos que qualquer diretor de cinema busca aprimorar em seus projetos.

Donald Sutherland em cena de Don't Look Now.
Don’t Look Now é um estudo profundo sobre o luto e o suspense.

Taxi Driver (1976)

A obra-prima de Martin Scorsese captura a decadência urbana com uma intensidade inigualável. A performance de Robert De Niro como um motorista solitário que desce à loucura é um estudo de personagem que, embora distinto do estilo lúdico de Wright, serve como uma lição fundamental sobre comprometimento com a visão artística.

Robert De Niro em Taxi Driver.
Taxi Driver permanece como um dos retratos mais intensos da solidão urbana.

The Good, the Bad and the Ugly (1966)

O faroeste de Sergio Leone é um exemplo perfeito de como unir entretenimento e arte. A trilha sonora, a montagem e o uso da câmera influenciaram diretamente o estilo de edição de Wright em filmes como Baby Driver. É, sem dúvida, um dos maiores marcos da história do cinema.

Clint Eastwood em The Good, the Bad and the Ugly.
O faroeste de Sergio Leone é um exemplo de perfeição técnica.

Psycho (1960)

O clássico de Alfred Hitchcock continua a desafiar convenções mesmo décadas após seu lançamento. A habilidade do diretor em alternar entre o sutil e o chocante, aliada à sua técnica de câmera, estabeleceu as bases para o suspense moderno. Wright reconhece a importância de Hitchcock na definição do que torna um filme inesquecível.

Anthony Perkins como Norman Bates em Psycho.
Psycho revolucionou o gênero de terror com sua narrativa inovadora.

2001: A Space Odyssey (1968)

A obra de Stanley Kubrick é um marco da ficção científica que explora a evolução humana com uma ambição sem precedentes. Wright admira a coragem do filme em ser estranho e filosófico, provando que o cinema pode ser um veículo para ideias complexas e visuais transformadores.

Cena icônica de 2001: A Space Odyssey.
2001: A Space Odyssey é um dos filmes mais ambiciosos da história.

Singin’ in the Rain (1951)

Encerrando a lista, este musical é considerado por muitos como o filme perfeito. Ao retratar a transição do cinema mudo para o falado, a obra celebra a magia da produção cinematográfica. Para Edgar Wright, o filme é a essência do entretenimento, servindo como uma fonte inesgotável de inspiração para qualquer artista.

Fonte: ScreenRant