DTF St. Louis: Criador explica final e morte de Floyd na HBO Max

Descubra os segredos do final de DTF St. Louis: quem matou Floyd, as complexas relações e a visão do criador Steven Conrad sobre a série da HBO Max.

A série limitada da HBO, DTF St. Louis, encerrou sua exibição em 12 de abril com um final que foge do convencional para um mistério de assassinato. Ao longo de sete episódios, a trama investigou a morte de Floyd Smernitch (David Harbour), um intérprete de ASL encontrado sem vida após consumir uma Bloody Mary envenenada na piscina comunitária Kevin Kline. A investigação, conduzida pelos detetives Donoghue Homer (Richard Jenkins) e Jodie Plumb (Joy Sunday), focou em suspeitos como Clark Forrest (Jason Bateman), melhor amigo de Floyd e amante de sua esposa Carol (Linda Cardellini), e o enteado de Floyd, Richard (Arlan Ruf).

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O que você precisa saber sobre o final de DTF St. Louis

  • Floyd Smernitch cometeu suicídio, envenenando a si mesmo com uma Bloody Mary.
  • A relação entre Clark e Floyd era de amizade profunda, com Floyd incentivando o caso entre Clark e Carol.
  • A lesão de Floyd, que inicialmente parecia um mistério, foi causada por seu enteado Richard em um ato de proteção à mãe.

A complexidade das relações em DTF St. Louis

O criador Steven Conrad revelou que DTF St. Louis explorou temas mais profundos do que o ciúme romântico, focando na solidão e desapontamento da meia-idade. Conrad explicou que Floyd encorajou o relacionamento entre Clark e Carol, ciente da falta de intimidade entre eles. Floyd também mantinha encontros com outros parceiros, como ‘Modern Love’, um pseudônimo de um dono de pista de patinação local. A série destacou que, apesar da infidelidade, o amor e a conexão entre os personagens eram complexos e multifacetados.

Humor e melancolia no desfecho

Apesar do tom melancólico, DTF St. Louis também se destacou pelo humor peculiar, com cenas como Carol (Linda Cardellini) vestida de árbitro e o uso de gírias inventadas como ‘voo’ para ‘encontro’. A Origem da lesão de Floyd, que envolvia uma história elaborada sobre uma entrevista de emprego em Chicago, foi revelada como um incidente mais mundano. Richard, reagindo a uma discussão entre Carol e Floyd, atacou o padrasto. Conrad ressaltou que as ações dos personagens, embora por vezes absurdas, eram enraizadas em emoções humanas universais.

A perspectiva do criador sobre o final

Steven Conrad detalhou o desfecho da série, explicando que a morte de Floyd foi um ato de autossacrifício, um reconhecimento de que ‘toda a doçura do mundo não pode salvá-lo’. Ele descreveu a relação entre Floyd e Richard como terna, com Floyd possuindo uma doçura que poderia ter ajudado o enteado, mas que não foi suficiente para superar suas próprias dificuldades financeiras e emocionais. A série explorou a dificuldade de expressar a dor profunda na vida adulta, onde as tentativas de alívio muitas vezes parecem ‘tiros no escuro’.

Explorando a intimidade e a linguagem da série

Conrad também comentou sobre a representação da intimidade e da linguagem na série. Ele observou que a comunicação dos personagens, por vezes simplista e quase infantil, refletia a necessidade de manter uma ‘atividade sem consequências’ na vida adulta. A série abordou a complexidade das relações extraconjugais e a busca por conexão em meio à solidão da meia-idade. A dinâmica entre os investigadores, Homer e Plumb, foi destacada como um contraponto geracional na interpretação das complexidades emocionais dos envolvidos.

Floyd Smernitch em DTF St. Louis
Floyd Smernitch (David Harbour) em uma cena de DTF St. Louis.

Fonte: Variety