O documentário Leaving Neverland, que aborda as acusações de abuso contra Michael Jackson, foi removido da plataforma HBO após seis anos. A decisão atende a um acordo com o espólio do artista, que argumentou sobre uma cláusula de não difamação em um contrato de gravação de show de 1992.
O cineasta Dan Reed, diretor de Leaving Neverland, criticou a retirada do documentário, comparando a situação com o caso Epstein e afirmando que o espólio de Jackson está lucrando com a nova cinebiografia do cantor.
Reed rebateu as declarações do diretor Antoine Fuqua, que sugeriu que as acusações contra Jackson eram motivadas por dinheiro. O cineasta defendeu as vítimas e apontou que todos envolvidos na nova cinebiografia também estão obtendo ganhos financeiros.
Apesar das controvérsias e do histórico negativo, a cinebiografia de Michael Jackson tem projeção de arrecadar US$ 150 milhões em seu fim de semana de estreia. Reed lamentou a aparente indiferença do público em relação às acusações, sugerindo que a lenda do artista se sobrepõe à realidade sombria.
Fontes: Movieweb TheWrap ScreenRant