Em 1970, Doctor Who passou por transformações significativas com a chegada de Jon Pertwee, marcando uma nova era para a série. A estreia de Pertwee como o Terceiro Doutor não apenas introduziu a série em cores pela primeira vez, mas também consolidou elementos que se tornariam icônicos.


A aventura “Spearhead From Space” foi fundamental, pois marcou a primeira vez que a série era exibida em cores e a transição de Doutores sem a permanência de seus companheiros. Essa mudança trouxe alta tensão e a necessidade de provar o valor da nova fase, similar ao que ocorreu com a estreia de Matt Smith.
A introdução do conceito dos dois corações do Senhor do Tempo, que se tornou uma marca registrada da raça, também ocorreu neste período. O exílio do Doutor na Terra do século XX, com a UNIT como presença constante, e a atuação carismática de Pertwee, cativaram o público.
A influência dessa história foi tão grande que serviu de modelo para “Rose”, episódio de estreia de Russell T Davies em 2005. Ambos os episódios apresentam a Nestene Consciousness como antagonista e os autons, manequins de plástico que ganham vida.
As primeiras eras de Doctor Who não foram tão polidas
As estreias de William Hartnell e Patrick Troughton, os Primeiros e Segundos Doutores, respectivamente, enfrentaram desafios distintos. “An Unearthly Child”, de Hartnell, foi crucial para apresentar os personagens centrais, mas era experimental e com conflitos de personalidade.
A chegada de Patrick Troughton como o Segundo Doutor ocorreu após a primeira regeneração, um conceito novo e potencialmente confuso para os espectadores. Troughton trouxe uma performance enigmática, afastando-se do antecessor e criando algo único, mas que exigiu adaptação dos fãs.
A estreia de Jon Pertwee, em contrapartida, aconteceu em um momento em que a série já estava estabelecida. Sua elegância, energia e carisma revigoraram o papel, mudando o curso de Doctor Who para sempre.
Fonte: ScreenRant