Diretores renomados de produções como Severance, Slow Horses e Andor uniram forças para enviar uma carta aberta aos serviços de streaming, exigindo o pagamento de royalties. A missiva, divulgada pela organização de gestão de direitos autorais Directors U.K., destaca que “royalties são a força vital” para os profissionais.
A carta conta com a assinatura de cineastas como Saul Metzstein, James Hawes e Jeremy Lovering (de Slow Horses), Benjamin Caron (de Andor e Sherlock), e diretores de The Crown e Black Mirror. Eles argumentam que, apesar do sucesso comercial e crítico das plataformas de streaming e do alcance global de seus catálogos, o valor criativo dos diretores é fundamental para esse êxito.
O que você precisa saber
- Diretores de séries aclamadas comoSeveranceeAndorexigem pagamento de royalties.
- A carta aberta foi enviada a grandes plataformas de streaming.
- A Directors U.K. organiza a iniciativa, buscando reconhecimento financeiro para os criadores.
A situação dos royalties no Reino Unido
No Reino Unido, emissoras de serviço público como BBC, ITV e Channel 4, além da Sky, já participam de um esquema que garante o pagamento de royalties aos diretores por exibições repetidas e vendas de seus trabalhos. Embora os valores sejam considerados modestos, eles representam uma fonte de renda crucial para os diretores, que atuam em um mercado altamente precário.
No entanto, os serviços de streaming, mesmo operando no Reino Unido há mais de uma década, ainda não aderiram a nenhum tipo de esquema de royalties ou pagamento residual para os diretores britânicos. Isso ocorre apesar de os diretores serem legalmente considerados co-proprietários do copyright dos programas que dirigem para essas empresas.
Comparativo internacional e apelo por respeito
Os diretores expressam frustração ao notar o contraste entre o entusiasmo das plataformas em aproveitar os incentivos fiscais do Reino Unido e a lentidão nas discussões sobre um esquema de royalties adequado. Eles comparam a situação com práticas já estabelecidas nos Estados Unidos, América Latina e outros países europeus, onde os diretores recebem pagamentos contínuos por meio de negociação coletiva ou leis de direitos autorais.
A carta conclui com um apelo por igualdade de tratamento: “Por favor, tratem-nos com igual respeito”. A iniciativa busca garantir que a contribuição criativa e técnica dos diretores seja devidamente reconhecida e remunerada, refletindo o valor que eles agregam às produções de sucesso.