Diretor de Enrolados revela por que a Disney cancelou a sequência

Nathan Greno explica que a equipe criativa não encontrou uma história relevante para continuar a jornada de Rapunzel após o final do longa original.

O diretor Nathan Greno, responsável pela animação Enrolados, esclareceu recentemente os motivos pelos quais uma sequência direta do longa nunca saiu do papel. Em entrevista, o cineasta revelou que a equipe original chegou a se reunir em um encontro dedicado exclusivamente ao planejamento de um novo capítulo, mas o grupo concluiu que não havia uma narrativa convincente o suficiente para justificar o projeto.

A dificuldade em encontrar uma nova história

Segundo Greno, o processo de criação foi exaustivo e envolveu horas de discussões entre os roteiristas e produtores. O diretor comparou a situação de Rapunzel e Flynn Rider a clássicos como Pinóquio e A Bela e a Fera. Para ele, uma vez que o arco principal de transformação dos personagens é concluído — como o boneco que se torna um menino real ou a Fera que recupera sua forma humana —, o encerramento da jornada torna-se definitivo.

O produtor Roy Conli reforçou essa visão em declarações anteriores, destacando um obstáculo técnico e narrativo fundamental: o visual da protagonista. Como o primeiro filme termina com o cabelo de Rapunzel curto e castanho, a essência visual que definia a personagem no início da trama havia desaparecido, dificultando a continuidade estética e temática.

O sucesso do curta-metragem e o futuro da franquia

A única exceção à regra de não produzir sequências foi o curta Enrolados para Sempre. O projeto foi desenvolvido especificamente para atender ao desejo dos fãs de ver o casamento dos protagonistas, algo que a equipe considerou uma progressão natural e satisfatória para a história. Embora a Disney tenha explorado o universo em Enrolados: Antes do Era Uma Vez e na série animada Rapunzel: Enrolados de Novo, Greno não teve envolvimento direto nessas produções.

O remake em live-action

Mesmo sem uma continuação animada, a franquia permanece nos planos da Disney através de uma adaptação em live-action. O projeto segue a tendência de remakes como A Pequena Sereia e Lilo & Stitch. Diferente de outros cineastas que discutem o futuro de suas obras, como o diretor de Toy Story 5 ao analisar potenciais narrativas, Greno prefere não opinar sobre a nova versão, afirmando desconhecer a abordagem que será adotada pela equipe de Michael Gracey.

A produção do novo longa está prevista para começar em junho, com nomes como Teagan Croft e Milo Manheim cotados para os papéis principais. Enquanto o estúdio investe em novas interpretações, o legado da animação original de 2010, que arrecadou 592 milhões de dólares mundialmente, permanece como um marco na história recente da companhia.

Fonte: ScreenRant