Devil May Cry ganha 100% de aprovação na segunda temporada

A animação da Netflix baseada na franquia da Capcom mantém o sucesso de crítica com novos episódios focados na relação entre Dante e Vergil.

A Netflix tem demonstrado uma consistência notável ao transformar franquias de videogames em séries animadas de alta qualidade. O histórico da plataforma é robusto, com o sucesso prolongado de Castlevania, que gerou múltiplas temporadas e até um spin-off, e a recente renovação antecipada de Splinter Cell: Deathwatch, que estreou em 2025. Dentro desse cenário de adaptações, Devil May Cry surgiu como uma das apostas mais ousadas e ambiciosas da gigante do streaming. A tarefa de transpor o icônico universo da Capcom para as telas era complexa, mas o resultado final entregou uma obra bombástica, violenta e repleta de humor, que não apenas capturou a essência dos jogos, mas também expandiu a mitologia da franquia de maneiras criativas e envolventes.

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O sucesso crítico no Rotten Tomatoes

A estreia da segunda temporada de Devil May Cry foi recebida com entusiasmo pela crítica especializada. No momento desta redação, a produção ostenta uma impressionante marca de 100% de aprovação no agregador Rotten Tomatoes. É importante ressaltar, contudo, que esse índice é baseado nas seis primeiras avaliações submetidas à plataforma. Embora o volume de críticas seja inicial, o fato de todas as análises serem positivas atesta a qualidade dos novos episódios, que dão continuidade à trama após o impactante e catastrófico gancho que encerrou o primeiro ano da série. Com a abertura de mais portais do inferno na Terra, a segunda temporada mergulha de cabeça no tom absurdo e exagerado pelo qual os jogos da Capcom são mundialmente conhecidos.

Foco no drama familiar e adaptação

Diferente da primeira temporada, que se aventurou por elementos de histórias contidas em quadrinhos derivados e outras partes da mitologia não exploradas nos jogos principais — conferindo aos episódios um frescor narrativo singular —, o segundo ano da série adota uma abordagem mais focada. A trama agora se concentra no drama familiar entre o protagonista Dante e seu irmão, Vergil, que muitos acreditavam estar morto. Esta temporada adapta diretamente os eventos do segundo jogo da franquia, buscando uma conexão mais profunda com a cronologia central dos games.

Apesar da recepção positiva, a crítica não deixou de apontar pontos de melhoria. Uma análise publicada pelo Screen Rant, por exemplo, descreve a estrutura e o momentum da temporada como “desiguais”, sugerindo que, embora a série tenha méritos, o ritmo da narrativa pode oscilar ao longo dos episódios.

Ação e o futuro da franquia

Um ponto de consenso absoluto entre os críticos que avaliaram a nova temporada é a qualidade das sequências de ação. A maestria no uso de espadas e o caos frenético, marcas registradas dos jogos de Devil May Cry, foram traduzidos com sucesso para a animação. O formato animado, inclusive, tem se mostrado o veículo ideal para adaptações de jogos, permitindo que a grandiosidade visual e as histórias épicas sejam transpostas com maior fidelidade. A série, produzida pelo Studio Mir, segue a mesma linha de sucesso de outra produção original da Netflix, a segunda e última temporada de Arcane: League of Legends, provando que a animação é uma alternativa superior e mais eficaz do que muitas tentativas de live-action, que frequentemente lutam para encontrar o tom correto.

Embora a Netflix ainda não tenha emitido uma confirmação oficial sobre a renovação para uma terceira temporada, os relatórios iniciais indicam que a continuidade da série é praticamente inevitável. O vasto material de origem da Capcom oferece um manancial rico de histórias e lore, o que confere à terceira temporada um potencial imenso. Com o elenco de voz contando com nomes como Johnny Yong Bosch (Dante/Soldado #1) e Chris Coppola (Enzo/Frat Boy), a série continua sua trajetória de sucesso, consolidando a Netflix como um porto seguro para adaptações de jogos eletrônicos que respeitam o material original enquanto o expandem para novos públicos.

Fontes: Movieweb ScreenRant