David Vonderhaar, figura central na criação da franquia Call of Duty: Black Ops, está de volta ao cenário de desenvolvimento de jogos. Após deixar a Treyarch em 2023 e enfrentar incertezas com o cancelamento de investimentos da NetEase, o estúdio BulletFarm foi salvo pela GreaterThanGroup, uma nova holding liderada pelo veterano Simon Zhu.
O estúdio agora foca em um projeto ambicioso de tiro em primeira pessoa com elementos cooperativos. Diferente de sua trajetória anterior, Vonderhaar afirma que não pretende criar um simulador militar para competir diretamente com a série que ajudou a consolidar. Em vez disso, ele busca uma abordagem criativa inusitada, descrevendo o conceito como algo que surgiria “se David Lynch fizesse jogos de tiro”.
O futuro da BulletFarm sob nova gestão
A BulletFarm mantém seu nome e DNA original, mas agora conta com o suporte financeiro integral da GreaterThanGroup. O estúdio, que anteriormente explorava experiências de ação e aventura, redirecionou seus esforços para o gênero de tiro, aproveitando a vasta experiência de Vonderhaar em mecânicas de combate e sistemas de jogo.

Foco na qualidade e equipe enxuta
Um dos pontos mais interessantes da nova fase do estúdio é a filosofia de trabalho. Com uma equipe composta por menos de 50 desenvolvedores, Vonderhaar enfatiza que o sucesso de um jogo não depende de orçamentos astronômicos, mas sim das pessoas envolvidas. Ele declarou que, mesmo que tivesse 200 milhões de dólares à disposição, não gastaria tudo, reforçando a importância da eficiência criativa.
Apesar de ter perdido cerca de dois anos de desenvolvimento devido aos problemas financeiros enfrentados pela NetEase, a expectativa é que o novo título seja concluído em aproximadamente três anos. O projeto promete alta intensidade, jogabilidade sistêmica e uma imersão cinematográfica que foge dos padrões tradicionais do gênero, buscando um diferencial artístico no mercado atual.
Fonte: Thegamer