Chelsea Handler critica piadas de Shane Gillis e Tony Hinchcliffe

A comediante classificou como racistas e sexistas as falas dos humoristas durante o especial de Kevin Hart transmitido pela Netflix.

A comediante Chelsea Handler utilizou seu espaço no podcast Funny Knowing You, apresentado por Deon Cole, para expressar um forte descontentamento com as participações de Shane Gillis e Tony Hinchcliffe no especial The Roast of Kevin Hart, produzido pela Netflix. Handler não poupou críticas à dupla, classificando o teor das piadas apresentadas por eles como racistas, sexistas e intolerantes, descrevendo a experiência de assistir ao programa como algo “nojento” e desconfortável.

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Chelsea Handler Slams ‘Bigots’ Shane Gillis and Tony Hinchcliffe for ‘Racist’ Roast Jokes: ‘I Wasn’t Fine With That’
Chelsea Handler Slams ‘Bigots’ Shane Gillis and Tony Hinchcliffe for ‘Racist’ Roast Jokes: ‘I Wasn’t Fine With That’

Durante a entrevista, Handler revelou que sua aversão ao material apresentado não se baseia apenas no que foi visto na tela, mas também em informações que ela alega ter recebido através das redes sociais. Segundo a comediante, ela foi procurada por supostas ex-parceiras de Gillis e Hinchcliffe, que teriam compartilhado relatos sobre o comportamento pessoal dos humoristas. Ao ser questionada por Deon Cole sobre o conteúdo dessas mensagens, Handler foi direta: “É exatamente o que já sabemos, que eles são racistas, que são intolerantes e sexistas”.

A crítica de Handler focou em momentos específicos do especial que, na sua visão, ultrapassaram qualquer limite aceitável de comédia. Um dos pontos centrais de sua indignação foi uma piada feita por Shane Gillis sobre o homenageado da noite, Kevin Hart. Ao fazer referência à estatura de Hart, Gillis afirmou: “Kevin é tão baixo que você teria que enforcá-lo em um bonsai”. Handler foi enfática ao condenar a menção ao linchamento de pessoas negras: “Eu não acho essas piadas engraçadas. Piadas sobre linchar pessoas negras, linchamento não é uma piada. Isso é pior do que estupro”.

Outro alvo das críticas de Handler foi Tony Hinchcliffe, especificamente por um comentário direcionado à comediante Sheryl Underwood. Hinchcliffe fez uma piada sobre o suicídio de Michael Sparkman, falecido marido de Underwood, questionando como ele teria suportado o casamento por três anos. Handler expressou seu profundo incômodo com a situação, afirmando que, embora Underwood possa ter aceitado a brincadeira, ela pessoalmente não considerou o ato aceitável. “Eu acho isso nojento. Achei que zombar do marido morto de Sheryl Underwood, que cometeu suicídio, é nojento”, declarou.

Além disso, Hinchcliffe enfrentou críticas severas por uma piada envolvendo George Floyd, na qual ele sugeriu que Floyd estaria “olhando para nós rindo tanto que não consegue respirar”. A referência, que utiliza a causa da morte de Floyd como base para o humor, foi amplamente condenada.

Em resposta às declarações de Chelsea Handler, Shane Gillis enviou um comunicado ao The Hollywood Reporter adotando um tom irônico e evasivo. “Este é um grande momento para a Chelsea. Estou feliz que ela esteja capitalizando. Bom para ela. Estamos todos torcendo por ela. De qualquer forma, venham me ver no dia 17 de julho no estádio de futebol na Filadélfia”, afirmou o humorista. Até o momento da publicação, os representantes de Tony Hinchcliffe não responderam aos pedidos de comentários feitos pela reportagem.

Ao concluir sua análise sobre o evento, Handler reiterou que a atmosfera geral do especial era carregada de uma “repulsa” que ela sentiu que poderia ter superado com facilidade, caso tivesse tido a oportunidade de elevar o nível do espetáculo. O episódio reacende o debate sobre a responsabilidade dos comediantes em grandes plataformas de streaming e os limites éticos em eventos do tipo roast, onde o objetivo tradicional é a provocação, mas que, neste caso, gerou um desconforto que transcendeu a tela para o público e outros profissionais da área.

Fontes: THR Variety