Cannes Focus COPRO seleciona sete projetos de cineastas estreantes

O programa Focus COPRO, dedicado a primeiros longas-metragens, anuncia sua seleção anual com foco em visões cinematográficas audaciosas e distintas.

O Focus COPRO, iniciativa do Festival de Cannes voltada para o desenvolvimento de primeiros longas-metragens, anuncia oficialmente os sete projetos selecionados para a edição deste ano. A curadoria destaca cineastas com visões artísticas singulares, abrangendo produções da Alemanha, França, Suíça, Espanha, Chipre, Grécia, Vietnã, Coreia do Sul e China.

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O que você precisa saber

  • O programa prioriza cineastas que já possuem trabalhos em seleções oficiais deCannes, como aSemaine de la Critiquee aQuinzena dos Realizadores.
  • A seleção reflete a diversidade geográfica e temática, com foco em coproduções internacionais.
  • Os projetos exploram narrativas que vão desde comédias satíricas até dramas existenciais sobre memória e identidade.

Diversidade e visão autoral

Segundo Florian Fernandez, chefe da SFC e Rendez-vous Industry, a seleção deste ano mantém o alto nível da edição de 2025. Os projetos escolhidos incluem A Summer Tale (Alemanha), de Berthold Wahjudi; Algiers Haze (França), de Sarra Ryma; e The Zebra’s Shadow (Suíça), de Gaël Kamilindi. Completam a lista The Woodworm (Espanha), de Laura Obradors; Shibboleth (Chipre/Grécia), de Alexandra Matheou; The Snail Automation (Vietnã/Coreia do Sul), de Thien An Nguyen; e The Apple Doesn’t Fall… (China/Alemanha), de Dean Wei.

Cena do projeto A Summer Tale selecionado para o Focus COPRO
‘A Summer Tale’, um dos projetos selecionados pelo Focus COPRO em Cannes.

Temáticas e narrativas exploradas

As obras abordam temas complexos como a migração, o nacionalismo e o peso das heranças familiares. Em A Summer Tale, o diretor Berthold Wahjudi utiliza a comédia para discutir a assimilação cultural sob a perspectiva de um adolescente. Já em The Snail Automation, o cineasta Thien An Nguyen propõe uma sátira sobre uma sociedade hiperconsumista, onde um vigarista cria um culto baseado em uma premissa absurda.

Cena do projeto Algiers Haze
‘Algiers Haze’, dirigido por Sarra Ryma, explora a juventude e o exílio no deserto do Saara.

A diversidade de gêneros é um ponto forte desta edição. Enquanto Shibboleth investiga o custo emocional da barriga de aluguel através de um triângulo amoroso, The Zebra’s Shadow mergulha em traumas históricos e na busca de Pacifique por suas raízes em Ruanda. A iniciativa reafirma o papel de Cannes como um hub vital para o fomento de novos talentos que buscam espaço no mercado global de cinema.

Fonte: Variety