A Bungie, estúdio responsável por Destiny 2 e pelo aguardado Marathon, pode estar prestes a enfrentar uma nova e severa onda de cortes em sua força de trabalho. Segundo informações que circulam no mercado, a desenvolvedora estaria planejando reduzir seu quadro de funcionários em pelo menos 50% durante o verão de 2026. O cenário de incerteza surge poucos dias após o lançamento da última grande atualização de conteúdo para Destiny 2, que introduziu o Monumento do Triunfo, marcando uma mudança significativa no suporte ao título.
O contexto atual da empresa é marcado por uma reestruturação estratégica iniciada no início de 2026, quando a Bungie redirecionou grande parte de sua equipe de desenvolvimento de Destiny 2 para focar exclusivamente em Marathon. O objetivo era garantir suporte de longo prazo e atualizações constantes para o novo projeto. No entanto, essa decisão gerou forte descontentamento entre a comunidade, com muitos jogadores apontando o foco em Marathon como o principal responsável pelo fim do suporte contínuo ao jogo de tiro espacial. Embora os servidores de Destiny 2 permaneçam ativos, o encerramento de grandes patches de conteúdo deixou o futuro da franquia em um estado de estagnação.
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Possível redução de 50% no quadro de funcionários

Relatos divulgados por Sylvain Trinel, do veículo francês BFM TV, indicam que a Bungie pode reduzir seu número de colaboradores permanentes e contratados pela metade nos próximos meses. A informação foi corroborada por analistas do setor, como Paul Tassi, da Forbes, que classificou os cortes como significativos. A preocupação é agravada pelo fato de o estúdio não possuir outro grande projeto de jogo em desenvolvimento ativo no momento, o que limita as opções de realocação interna. Tassi sugere que mudanças na liderança da Bungie podem ocorrer já em julho, logo após o encerramento do atual trimestre fiscal da Sony, previsto para 30 de junho.
Esta não seria a primeira vez que o estúdio enfrenta uma crise de pessoal. Em julho de 2024, a Bungie demitiu 220 funcionários, o que representou cerca de 17% de sua força de trabalho na época. Na ocasião, a empresa justificou a decisão citando o aumento dos custos de desenvolvimento e condições econômicas desfavoráveis. Caso os novos rumores se confirmem, a escala das demissões seria consideravelmente mais severa do que a observada anteriormente, colocando em xeque a estabilidade operacional do estúdio sob a tutela da Sony.
Impacto no mercado e situação de outros estúdios
Apesar de Destiny 2 ter registrado um alto número de jogadores simultâneos no Steam após sua atualização final, o engajamento da comunidade não foi suficiente para reverter a trajetória de cortes planejada pela gestão. Até o momento, nem a Sony nem a Bungie emitiram comunicados oficiais sobre os relatos de demissões. A situação é acompanhada de perto pela indústria, especialmente após episódios anteriores onde a comunidade buscou formas de contornar limitações, como visto em casos de Destiny 2 ganha glitch que permite farmar chefes no Pantheon, que demonstram a paixão persistente dos jogadores pelo ecossistema do jogo.
O cenário de instabilidade não se restringe à Bungie. Relatórios recentes apontam que a Microsoft também estaria avaliando uma onda massiva de demissões e possíveis fechamentos de estúdios subsidiários, incluindo nomes como Compulsion Games, Double Fine e Ninja Theory. Enquanto a indústria de jogos observa essas movimentações, o mês de julho se desenha como um período crítico para desenvolvedores e profissionais do setor. A busca por eficiência operacional, que também tem levado empresas a explorar novas tecnologias como a Epic Games confirma uso central de inteligência artificial na UE6, reflete uma mudança mais ampla na forma como grandes estúdios gerenciam seus recursos e expectativas de mercado em um ambiente de custos crescentes.
Fonte: GameRant