O vencedor do Emmy, Brian Cox, conhecido por suas declarações polêmicas em entrevistas, voltou a gerar controvérsia. Desta vez, o ator de Succession criticou o cineasta Quentin Tarantino e seu ex-colega de elenco Jeremy Strong, que teria pedido a Cox para parar de mencioná-lo.


Em relação a Tarantino, Cox buscou diferenciar seu estilo do cineasta vencedor do Oscar. Em promoção de seu filme de estreia como diretor, Glenrothan, Cox afirmou que oferece mais liberdade aos atores do que o diretor de Django Unchained. “Eu sou mais igualitário do que muitos diretores, aqueles que se autodenominam visionários”, disse Cox ao The Times. “Eu gosto de honrar a performance do ator. Em um filme de Quentin Tarantino, o que você vê é tudo Quentin Tarantino. Isso não sou eu. Eu não quero fazer isso.” Ele chegou a chamar Tarantino de “meretrício”, um termo para algo considerado espalhafatoso.
Sobre Strong, a polêmica remonta ao chamado “Método” de atuação, que exige que os atores mergulhem profundamente nos pensamentos e motivações de um personagem, utilizando técnicas de ensaio que podem ser disruptivas, como agir como o personagem mesmo fora das câmeras. Cox, que trabalhou com Strong por quatro temporadas em Succession, já havia reclamado do uso do método por ele, afirmando que, embora Strong obtenha resultados “excelentes”, seu processo é “irritante” e pode levar ao esgotamento precoce, comparando-o a Daniel Day-Lewis. Cox também mencionou que Strong aprendeu o método com Day-Lewis enquanto era seu assistente.
Questionado se havia conversado com Day-Lewis sobre o assunto, Cox revelou que não e acrescentou mais lenha na fogueira: “Dan Day-Lewis, ele é discreto. Ele nunca atrapalha [o processo de filmagem]. Ele nunca é, tipo… Não quero falar sobre Jeremy, porque me meti em muitos problemas e ele me implorou para parar de falar sobre ele. Ele é um bom ator, Jeremy. Ele é um ator maravilhoso. É apenas toda a bobagem que vem com isso. Você observa crianças — elas não dizem: ‘Qual é a minha motivação?’ Elas simplesmente fazem!”
Cox não é o único a criticar o método. Kristen Stewart, em entrevista em dezembro, o descreveu como um mecanismo de defesa para atores que sentem que atuar é “pouco masculino”.
Além de Tarantino e Strong, Cox também criticou o dramaturgo inglês David Hare e o diretor escocês Michael Caton-Jones. O ator, que completará 80 anos, declarou que, nesta fase da vida, não se preocupa mais em ser cuidadoso com suas palavras.
Glenrothan, descrito por Cox como uma “carta de amor à Escócia”, estreia no Reino Unido em 17 de abril, sem data de lançamento nos EUA confirmada.
Fonte: Movieweb