Em 2009, uma das séries de ficção científica mais cativantes e únicas da TV, Battlestar Galactica, chegou ao fim após mais de três décadas. A série original estreou em 1978, criada por Glen A. Larson, e conquistou um público fiel. No entanto, devido aos altos custos de produção e à dificuldade em manter a audiência, foi cancelada após a segunda temporada.
Apesar disso, a emissora aprovou uma continuação em um novo formato, intitulado simplesmente Galactica, que foi ao ar em 1980. Contudo, após um início promissor, a série sofreu com a queda na audiência e foi cancelada com apenas 10 episódios.
O potencial da série e o carinho dos fãs levaram ao seu renascimento em 2004 com uma nova versão de Battlestar Galactica. Embora Larson não estivesse mais diretamente envolvido, a nova série trouxe de volta grande parte do elenco original e durou quatro temporadas, concluindo a história de forma definitiva.
Battlestar Galactica: O final em três partes foi ao ar em 20 de março de 2009

Em 2009, Battlestar Galactica apresentou um final em três partes intitulado “Daybreak”. Este desfecho marcou o fim do conflito entre as colônias e os Cylons, propondo uma resolução pacífica com o abandono da tecnologia e a adoção de uma vida mais simples e agrária para manter a paz.
O final incluiu um salto temporal controverso, revelando que o presente da série era, na verdade, o futuro distante de 150.000 anos. Foi também revelado que esse ciclo de desenvolvimento tecnológico e ascensão das máquinas se repetiu inúmeras vezes.
Embora o final tenha sido um grande momento e as avaliações para as três partes do episódio final tenham sido majoritariamente positivas, foi difícil ver uma das séries de ficção científica mais inovadoras e criativas da TV chegar ao fim. Felizmente, não foi o fim da franquia.
“Daybreak” não marcou o fim da franquia Battlestar Galactica

“Daybreak” encerrou a história de Battlestar Galactica com uma conclusão decisiva, preenchendo a lacuna com 150.000 anos de história humana. A franquia permaneceu como uma propriedade intelectual popular, e outras histórias desse universo foram lançadas nos anos seguintes.
Battlestar Galactica: The Plan ofereceu um olhar sobre o plano dos Cylons para derrubar os humanos, embora tenha sido lançado diretamente em DVD e posteriormente exibido na TV, tornando-se um complemento menor para a série. Já Caprica, uma série prequela limitada, expandiu o universo de Battlestar Galactica com um total de 19 episódios.
Além disso, a série continuou a viver em diversos formatos, como quadrinhos e uma web série intitulada Battlestar Galactica: Blood & Chrome.
Por que Battlestar Galactica foi um sucesso tão grande para o gênero de ficção científica

Um dos aspectos mais cativantes de Battlestar Galactica são as histórias realistas, cruas e centradas nos personagens que definem a série. Diferente da maioria das séries de ficção científica, a série manteve vários personagens ao longo de toda a sua trajetória, desde a original de 1978 até o final de 2009.
Isso proporcionou tempo e material de sobra para os espectadores se familiarizarem com os personagens e se engajarem nas histórias. Claro, a série também apresentou elementos épicos de ficção científica como naves espaciais, robôs e conflitos que se estendem por sistemas solares e além, mas era muito mais profunda do que o brilho e o glamour de outras produções do gênero.
Em última análise, foi por isso que a série precisou ser concluída de forma tão definitiva, pois sem o elenco principal de personagens que a tornaram o que é, ela não teria conseguido se conectar da mesma maneira. Por mais divisivo que tenha sido o final, ele faz sentido e consolida Battlestar Galactica como uma das melhores séries de ficção científica já feitas.
Fonte: ScreenRant