Babylon deixa o catálogo da Netflix em junho de 2026

O longa-metragem dirigido por Damien Chazelle, estrelado por Margot Robbie e Brad Pitt, encerra sua trajetória na plataforma de streaming em breve.

O filme Babylon, uma produção ambiciosa e frequentemente descrita como uma obra-prima moderna, porém incompreendida, está prestes a encerrar sua estadia no catálogo da Netflix. Lançado originalmente em 2022, o longa-metragem dirigido por Damien Chazelle e estrelado por grandes nomes como Margot Robbie e Brad Pitt, tornou-se um fenômeno cult após sua passagem pelos cinemas. A plataforma de streaming confirmou que o título será removido de sua biblioteca no dia 1 de junho de 2026, encerrando um ciclo que começou em 2025.

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O que você precisa saber sobre a produção

  • Contexto histórico:O filme retrata a caótica e fascinante transição de Hollywood do cinema mudo para a era dos filmes falados.
  • Elenco estelar:Além dos protagonistas, o filme conta com participações deSamara Weaving,Tobey Maguire,Spike Jonze,Eric Roberts,Olivia Wilde,Diego Calva,Phoebe TonkineJean Smart.
  • Reconhecimento técnico:A obra recebeu três indicações ao Oscar em 2023, destacando-se em aspectos técnicos cruciais como design de produção, trilha sonora e figurino.

A trama de Babylon mergulha profundamente na vida de Nellie LaRoy, interpretada por Margot Robbie, uma aspirante a atriz que busca desesperadamente seu lugar sob os holofotes da Hollywood da década de 1920. Ao seu lado, Brad Pitt encarna Jack Conrad, um veterano que já foi o rei absoluto da indústria durante a era do cinema mudo. O filme é, essencialmente, a personificação do excesso, apresentando cenas de festas absolutamente frenéticas e bizarras — incluindo uma sequência memorável envolvendo um elefante — que ilustram a decadência e a glória da época.

Uma recepção dividida e o status de clássico cult

Apesar do prestígio de Damien Chazelle, o cineasta por trás do aclamado Whiplash, o filme enfrentou dificuldades significativas nas bilheterias. Lançado durante o período da pandemia de COVID-19 — um momento em que até grandes produções como Tenet, de Christopher Nolan, sofreram para atrair o público —, Babylon arrecadou apenas 65 milhões de dólares frente a um orçamento de produção estimado em 110 milhões de dólares. A recepção crítica foi notavelmente polarizada, com o longa mantendo uma pontuação de 57% no Rotten Tomatoes e uma nota de 52% por parte da audiência.

No entanto, a narrativa em torno do filme mudou drasticamente desde sua chegada ao streaming. Usuários de plataformas como o Letterboxd começaram a redescobrir a obra, transformando-a em um título de culto. Embora ainda existam críticos que apontam sua duração excessiva como um obstáculo, Babylon encontrou uma base de fãs dedicada que valoriza sua audácia visual e narrativa. Margot Robbie, que se consolidou como uma das maiores estrelas de sucessos com classificação indicativa alta (R-rated), como visto em O Lobo de Wall Street e Era uma Vez em… Hollywood, entrega aqui uma de suas performances mais intensas e controversas.

Margot Robbie em cena de Babylon
Margot Robbie interpreta a ambiciosa Nellie LaRoy em Babylon, um papel que reflete a intensidade da era de ouro de Hollywood.

Legado e impacto na Academia

Mesmo com as controvérsias que cercaram seu lançamento, a qualidade técnica de Babylon foi amplamente reconhecida pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. As indicações ao Oscar de 2023 foram um testemunho da grandiosidade da produção, premiando o esforço monumental de recriação de uma era de excessos. A estética grandiosa e a trilha sonora envolvente continuam a gerar debates entre cinéfilos, consolidando o filme como um marco na filmografia de Margot Robbie e um exemplo de como o tempo pode redefinir a percepção sobre um projeto cinematográfico inicialmente subestimado.

Fonte: Movieweb