Andy Serkis lança filme de Animal Farm como sequência sutil de clássico

Andy Serkis lança filme de Animal Farm como sequência sutil de clássico de George Orwell, com elenco estelar, mas recepção crítica negativa.

Andy Serkis revela como seu novo filme funciona como uma sequência sutil de um clássico romance distópico. O cineasta e ator possui um extenso currículo em sequências e franquias, incluindo papéis como Gollum em O senhor dos anéis, Caesar na trilogia prelúdio de Planeta dos Macacos, e Snoke na trilogia sequela de star wars. Ele também dirigiu Venom: Tempo de Carnificina e o futuro O senhor dos anéis: A Caça por Gollum.

Em entrevista, Serkis explicou que a adaptação do clássico distópico de George Orwell, A Fazenda, é uma sequência sutil. O final do livro menciona a próxima geração de porcos, inspirando a criação de uma nova personagem jovem chamada Lucky, protagonista do filme. Lucky é pensada para que o público jovem se identifique, enquanto é puxada em direções opostas.

O que você precisa saber

  • O filmeA Fazenda, dirigido por Andy Serkis, é uma adaptação do clássico de George Orwell.
  • A obra funciona como uma sequência sutil, focando em uma nova geração de porcos mencionada no final do livro original.
  • Apesar de temas semelhantes, a adaptação tem recebido críticas negativas, com uma pontuação de 36% no Rotten Tomatoes.

Aprofundando a narrativa

Serkis detalhou que a ideia surgiu ao reler o livro e perceber o quão interessantes seriam as mentiras e as fake news apresentadas aos animais. Ele imaginou um debate moral para mentes jovens e curiosas, colocando-as em posições de fazer escolhas difíceis em um mundo complexo. Lucky, a personagem central, é uma criança dividida entre dois líderes: o idealista Snowball e o carismático populista Napoleon.

O filme acompanha a jornada de Lucky, que percebe tardiamente ter feito as escolhas erradas e até mesmo perdido uma amizade próxima. A narrativa explora a dualidade entre ser um animal comum ou parte da elite, e se a criança se identifica mais com o coletivo ou com os privilegiados. Essa perspectiva através dos olhos de Lucky é o foco principal do filme.

Adaptação e recepção

Por não ser uma continuação direta da história original de Orwell, o filme de Serkis é considerado uma sequência sutil. A escolha de ter um personagem mencionado no final do livro como protagonista confere essa característica. A perspectiva de Lucky permite que o público vivencie essa nova iteração da história, enquanto ele tenta decidir qual líder é o melhor para os animais.

O material original, com animais falantes, serve como alegoria da Revolução Russa e da ascensão da União Soviética. Napoleon representa Joseph Stalin, Snowball Leon Trotsky, e o Animalismo o comunismo. Essas conexões diretas permitem que A Fazenda original acompanhe a trajetória histórica real, funcionando como uma alegoria e um conto político de advertência.

A centralização de Lucky na narrativa é uma das maneiras pelas quais a adaptação de Serkis se distancia da alegoria de Orwell, embora alguns temas e questões morais permaneçam. Essa abordagem não foi bem recebida pela crítica, resultando em uma pontuação de 36% no Rotten Tomatoes. A crítica do Máquina Nerd, por exemplo, avaliou o filme com duas de dez estrelas, afirmando que a obra toma o caminho mais fácil para declarar que o poder absoluto corrompe absolutamente.

Elenco e lançamento

Apesar das críticas majoritariamente negativas, A Fazenda conta com um elenco de voz estelar. Gaten Matarazzo dubla Lucky, Seth Rogen é Napoleon, Laverne Cox interpreta Snowball, Kieran Culkin dá voz a Squealer, Woody Harrelson é Boxer, Glenn Close interpreta Freida Pilkington, Steve Buscemi é Mr. Whymper, Jim Parsons dubla Carl e seu rebanho de ovelhas, Kathleen Turner é Benjamin, e Iman Vellani dá vida a Puff e Tammy. Serkis também participa como o dono original da fazenda, Sr. Jones, o porco Major e Randolph, o galo.

A Fazenda estreia nos cinemas em 1º de maio.

Fonte: ScreenRant