A série japonesa de ficção científica Alice in Borderland se tornou um sucesso imediato, com sua primeira temporada recebendo 92% de avaliações positivas no Rotten Tomatoes. Adaptação do mangá de Haro Aso, a produção conquistou críticas extremamente positivas. A série acompanha um jovem obcecado por videogames em um futuro distópico de Tóquio, onde ele precisa jogar uma série de jogos mortais para sobreviver.
A trama de Alice in Borderland atraiu comparações com Squid Game, mas a série da Netflix apresenta um mundo muito mais expansivo em contraste com o cenário claustrofóbico de Squid Game. A produção encerrou após três temporadas e está disponível na Netflix.
Alice in Borderland combina ficção científica e fantasia

Embora ambientada em um futuro alternativo, Alice in Borderland mescla diversos gêneros, fugindo do padrão de ficção científica distópica. A estética cyberpunk é evidente nos visuais e na preparação para os jogos, com muitos personagens exibindo elementos característicos como techwear e cabelos coloridos. Conforme a trama avança, a série transita perfeitamente entre ficção científica e fantasia.
O misterioso “Borderland” da série evoca elementos de fantasia, lembrando obras como As Crônicas de Nárnia e o próprio Alice no País das Maravilhas, que serviu de inspiração para a história. Diversos personagens de Alice in Borderland possuem contrapartes de Alice no País das Maravilhas, e a narrativa distorce a realidade de forma semelhante ao romance de Lewis Carroll, criando uma atmosfera surreal e onírica.
Alice in Borderland é uma das melhores adaptações live-action de mangá

Adaptações de anime e mangá frequentemente decepcionam os fãs ao se distanciarem do material original. No entanto, as duas primeiras temporadas de Alice in Borderland foram extremamente fiéis à história e aos visuais, consolidando-a como uma das melhores séries live-action de anime na Netflix. A produção capturou o tom sombrio e ameaçador da obra original, ao mesmo tempo em que desenvolveu seus personagens.
As duas primeiras temporadas de Alice in Borderland cobriram a totalidade da história. Embora a terceira temporada tenha seguido um rumo diferente, continua sendo uma ótima série para maratonar. Os visuais são excelentes, com o vazio de Tóquio sendo bem transposto para a tela, e as cenas de ação são cruas e violentas, transmitindo perfeitamente os altos riscos que os personagens enfrentam.
Por que Alice in Borderland terminou com a 3ª temporada

O final de Alice in Borderland foi polarizador, com alguns argumentando que a terceira temporada foi desnecessária, visto que a história original já havia sido concluída na segunda. A terceira temporada não foi tão bem recebida quanto as duas primeiras, com uma pontuação de 56% no Rotten Tomatoes. Com a conclusão da narrativa, a continuidade com uma quarta temporada parecia pouco provável.
A última temporada de Alice in Borderland incorporou elementos do epílogo do mangá, Retry, que também apresentou uma conclusão satisfatória sem a necessidade de expansão. No entanto, a série sugeriu a possibilidade de a história continuar na América. Uma série derivada americana de Alice in Borderland faria sentido, pois poderia manter os elementos que funcionaram na produção original, ao mesmo tempo em que apresentaria surpresas para um novo público.
Fonte: ScreenRant