A série de fantasia medieval da HBO, A Knight of the Seven Kingdoms, está reescrevendo as regras do gênero de forma positiva, com potencial para inspirar uma nova onda de produções televisivas. O gênero de fantasia tem evoluído constantemente, e em 2026, as tendências apontam para séries de alto orçamento com narrativas grandiosas, repletas de magia e criaturas fantásticas.


Embora novas séries como A Knight of the Seven Kingdoms sigam essa linha, com um aumento no subgênero “romantasy” e “Dark academia”, elas ainda mantêm a essência épica esperada. No entanto, esta nova produção da HBO se destaca por quebrar o molde estabelecido.
A série, um prelúdio de game of thrones, apresenta Ser Duncan, o Alto, um cavaleiro errante em Westeros, que rapidamente adota seu jovem e inteligente escudeiro, Egg. Ao focar em personagens de classes mais baixas em vez da aristocracia, A Knight of the Seven Kingdoms redefine as expectativas para as séries de fantasia.
A série é a personificação da fantasia “cozy”
O subgênero “cozy fantasy” tem ganhado popularidade, com exemplos notáveis em livros como O Castelo Animado e séries animadas como Gravity Falls. Poucas produções live-action em mundos alternativos capturaram essa atmosfera acolhedora tão bem quanto A Knight of the Seven Kingdoms.
A trilha sonora leve e o tom cômico da história realçam a natureza descontraída da narrativa. A relação entre Dunk e Egg é cativante e praticamente livre de conflitos, tornando ambos personagens extremamente adoráveis.
Os eventos cotidianos se desenrolam em um ritmo tranquilo, permitindo que o espectador assista A Knight of the Seven Kingdoms em pausas sem perder o fio da meada. Ao mesmo tempo, a série é fácil de maratonar, pois não exige grande esforço mental para acompanhá-la.
Em vez de focar em um clímax grandioso, a série opta por uma história mais íntima, onde o público se importa com os personagens. A Knight of the Seven Kingdoms oferece uma experiência introspectiva e agradável, inspirando futuras produções de fantasia que proporcionem escapismo sem gerar estresse.
A Knight of the Seven Kingdomsse destaca por ser diferente deGame of Thrones
As últimas séries de fantasia live-action em mundos alternativos que trouxeram uma vibe acolhedora foram Merlin e The 10th Kingdom. No entanto, o prelúdio de game of thrones se diferencia por pertencer a uma franquia que jamais seria definida como “cozy”.
Geralmente, séries ambientadas no mesmo universo compartilham características de tom e estilo para serem bem-sucedidas, como visto em Hércules e Xena, ou avatar: A Lenda de Aang e A Lenda de Korra. Mesmo com heróis diferentes, elas compartilhavam temas de superação e amizade.
Em contraste, séries como The Winchesters, que não se assemelhavam a Supernatural, ou Dead Boy Detectives, que divergiu de The Sandman, enfrentaram cancelamentos ou recepção negativa. Se A Knight of the Seven Kingdoms seguisse as expectativas de GoT e House of the Dragon, seria violenta e focada em intrigas políticas.
Contudo, a nova série reescreve essas regras e obtém sucesso justamente por ser diferente. Ela oferece a diversão medieval sem o drama e abuso desnecessários, adicionando um toque de relaxamento acolhedor.
As mudanças emA Knight of the Seven Kingdomsa tornam ideal para quem não gosta deGoT
Desde o início, A Knight of the Seven Kingdoms se mostrou a série de fantasia perfeita para quem não aprecia game of thrones, justamente por ser tão distinta das produções anteriores.
Apesar de respeitar o legado de game of thrones e House of the Dragon, o autor confessa não ser fã do tom sombrio, com violência excessiva e intrigas reais. A complexidade da árvore genealógica Targaryen também é um ponto negativo.
Por outro lado, A Knight of the Seven Kingdoms não apresenta esses elementos. Além de pertencer à mesma franquia e ter algumas conexões de personagens, a série não tem nada em comum com suas antecessoras. Ela combina a diversão medieval com uma atmosfera relaxante, eliminando o drama e o abuso desnecessários.
Fonte: ScreenRant